quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

a cigarra emudece sobre o caule da árvore
numa sangria de sons
na tarde que some
ao longo do horizonte
a tocar a pele do rio
*
desoladas,
minhas frases descansam
longe do sol
pouco antes das estrelas
mancharem o silêncio
que meus ouvidos
descobrem
assustados
quando chega o fim

3 comentários:

Anônimo disse...

quantas cigarras conhecemos dentro de nós mesmos? Quanto de nós nao nos calamos? o canto, a voz, o som que muitas vezes queremos tanto ouvir.

Anônimo disse...

percorrer o caminho aprendendo para que o silêncio nunca se instale nem com o sol nem com as estrelas... para que no descanso haja o canto, a luz e o encanto dos silêncios preenchidos...
Um abraço sem sustos
teresa

Celso disse...

é uma paisagem dorida, douglas. e bela por isso.

saudações