terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



(ao amigo marco alexandre)


porque distantes, amigo

pergunto se as canções que me habitam

são lugares onde sempre estivemos

ou memórias entardecidas

feito um carrossel vazio

lentamente a girar 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017


[ajoelha]

busca os últimos traços de memória

sob os azulejos portugueses 

tombados pela rigidez

da eternidade


(imagem de redon)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

já não encontro ruídos naquilo que ouço
nem mesmo quando chovem tardes poentes
sobre as ruínas desta cidade esquecida em mim

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aceitei o convite do Cláudio B. Carlos (CC), e agora escrevo aqui, em boa companhia.

http://donazicatabraba.wordpress.com/

domingo, 8 de janeiro de 2012



rogo à chuva
não desaguar os vestígios de ti
[mantenho os pés descalços e a memória vaga]


já não me encontro naquilo que sei
já não me perco naquilo que fui
[há nuvens onde queria mar] 



domingo, 4 de dezembro de 2011

ao lirinha


o pedaço de céu que você me mandou


não há parede a cabê-lo


não há janela a contê-lo


nem dor júbilo ou horizonte


a sabê-lo


[que não eu]


a cantar-te daqui

sábado, 22 de outubro de 2011

o filho que nascerei
há muito repousa no rosto dos meus mortos
castanhos, olhos castanhos
e um sorriso que entardece primaveras