segunda-feira, 20 de novembro de 2017



amanhecia, menina

era você, conosco

pela vida que seguia

meus girassóis e teus olhos de mar


porque assim, menina

éramos nós, comigo 

pelos desatinos dos meus poentes

teu amor a me desaguar 

domingo, 30 de abril de 2017



                                                       le printemps (1883). odilon redon 


- as cantigas de ninar, por que não lembras mais?

- estrelas cadentes escapam ao tempo, não os sonhos

-  há brinquedos espalhados no quarto do meio. o carneiro de borracha o carrossel o forte-apache 

- não vês? tua mãe acena e logo estaremos todos juntos

- sob as pálpebras, desdigo horizontes.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017



(ao amigo marco alexandre)


porque distantes, amigo

pergunto se as canções que me habitam

são lugares onde sempre estivemos

ou memórias entardecidas

feito um carrossel vazio

lentamente a girar 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017


[ajoelha]

busca os últimos traços de memória

sob os azulejos portugueses 

tombados pela rigidez

da eternidade


(imagem de redon)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

já não encontro ruídos naquilo que ouço
nem mesmo quando chovem tardes poentes
sobre as ruínas desta cidade esquecida em mim

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aceitei o convite do Cláudio B. Carlos (CC), e agora escrevo aqui, em boa companhia.

http://donazicatabraba.wordpress.com/

domingo, 8 de janeiro de 2012



rogo à chuva
não desaguar os vestígios de ti
[mantenho os pés descalços e a memória vaga]


já não me encontro naquilo que sei
já não me perco naquilo que fui
[há nuvens onde queria mar]