quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Outra vez digo o teu nome

estou sozinho

e nada ressoa

pelas sombras do meu entardecer.


Preciso dizê-lo

teu nome

sete mil vezes

e outras tantas mais.


Sem crer

ou alimentar

sem respirar

ou fraquejar.


Preciso repetir

preciso estrangular

escrever em letras de giz

e fazer poesia.


Preciso extirpá-lo
dia após dia

e pra sempre
maldizê-lo.

Que é pra não deixar
nada do que sinto

outra vez
selar meu abandono.

2 comentários:

teresa disse...

Douglas
como um simples olá pode tornar radiosa e brilhante a madrugada!!!!
tb as rosas murcham, morrem, todas as flores mais lindas que existem na natureza... tb os amores, mas como das flores, ficam as lembranças, e essas, são as motivos para não nos fecharmos à vida. Porque amar é possuir a capacidade de percorrer várias vezes o caminho percorrido...
Um abraço sentido
teresa

Anônimo disse...

Olha la o que vc vai fazer. Nao faça nada que venha se arrepender...também nao deixe de fazer nada que caso venhas tb se arrepender. Ame, grite, alimente o seu coração com as verdades. Nao arranque aquilo que ja faz parte de vc. Isso dói em vc e nas pessoas que sao retiradas de vc.
bj