domingo, 1 de abril de 2007



- Hoje, diga hoje; eu preciso saber por quantas andam teus sonhos, desamores e medos.
- Estive longe, e longe fui para descobrir os girassóis que amanhecerás quando contigo eu puder sorrir.
- Soube que tuas manhãs sobreviveram à saudade e teus olhos já colorem chuvas ao entardecer...
- Minhas noites escondem-se em sentimentos náufragos, apequenadas e mudas.
- As estrelas cadentes que o teu céu esperançavam, devo esquecê-las?
- Invento sóis quando me acoberta o frio, aprendi a solidão. Tua ausência estrangula minha farsa. Sou um homem vestido de cinzas, fiz do amor escombros.
- E não é o amor um punhado de cores sobrevivendo aquarelas?
- E não era amor o que meus anjos noturnos ao teu lado velavam?


imagem de Jose tonito rodriguez

4 comentários:

Érika disse...

Adorei o seu texto.

Luzzsh disse...

E é só por acreditar nisso que
não me sei só.

Beijo...

Rayanne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rayanne disse...

As imagens esculpidas chegam a um doer que beira o belo ante o amargo..." e não é o amor um punhado de cores sobrevivendo aquarelas?" .Ai.

**Estrelas**