sexta-feira, 13 de abril de 2007


eram sorrisos com cheiro de pequenas manhãs jardineiras de sol
que meus horizontes diziam
eram dores escritas como quem abraça sonhos mortos junto ao peito
que meus prantos guardavam
eram tardes vazias diante do esquecimento náufrago da tua presença
que meus planos escondiam

(e se não fosse tudo tão breve
qual barquinhos de papel sobre nós,
oceano
menina dos olhos graúdos que colorem primaveras,
destino algum aos nossos pés existiria?)

3 comentários:

Eliane Alcântara. disse...

Nos roubam ou nos cedem os olhos
as maravilhas do pensamento.
Beijo!

tb disse...

:)porque há olhos que nos marcam na pele.

marianna disse...

somente as infinitas páginas em branco que a nossa eternidade haveria de escrever...
meu amor...