segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

imagem de martins de barros
.
I
dizem-no vagante,
um aceno perpetuado ao olhar de ninguém.
.
II
ajoelha-se em respeito ao desconhecido
porque um dia aprendera com seu pai.
.
III
e nas páginas esquecidas
de um velho caderno de desenhos
escapa-lhe, amiúde, o alvorecer.


Um comentário:

Kanauã Kaluanã disse...

Há quem teça milagres com o infinito, e desenhem fios de auroras.
E há quem tenha entre os dedos uma poesia cadente assim. A sua.

Um abraço.

Katyuscia.