quarta-feira, 12 de julho de 2006


pro syd
na cidade dos palhaços de gesso
aplaudem vozes tristonhas
daquela gente feita de medo
com gosto de cinzas
sem céu
sem chuva
sem tardes poentes
sem nada

na cidade dos palhaços de gesso
as crianças não brincam na rua
nem sabem das cigarras
o canto triste
a cor das estrelas
o cheiro dos sorrisos
sabem nada

3 comentários:

Celso disse...

a nossa casa é quase assim, poeta.

sds

tb disse...

e que acabem as cidades dos palhaços de gesso e a natureza renasça...
bjs

Anônimo disse...

Nas cidades dos palhaços de gesso as crianças não brincam nas ruas porque estão perdendo a inocência para espantalhos travestidos de uma poesia falsa. A mesma que encobre a inteligências dos maus. Sim, porque psicopatas são inteligentes, pedófilos também... "E que acabem as cidades de gesso".