segunda-feira, 4 de junho de 2007

pra marianna.

despertava beleza por onde brincava
menino escrevinhador de fábulas agrestes
das estações guardador de insetos
colorindo-os no caderno-de-desenho que consigo levava.

um dia soube que adulto seria
e já sem forças pra escapar do que lhe esperava
sob o pesar das estrelas cadentes
às margens do rio abandonou o caderno.

mas a lua que a tudo olhava
lá do alto sussurrou uma canção encantada
revelando ao menino pequenos segredos
fazendo-lhe a vida outra vez cirandar.

desde então cresceu em si qual criança
enluarado por borboletas famintas por cores
de noite a pousarem em suas mãos aprendizes
para todo o sempre borradas de céu.


imagem de redon

3 comentários:

Ricardo Imaeda disse...

belo poema
crescer sem perder
um abraço de São Paulo, Brasil

alex pinheiro disse...

Olá espantalho... crescer o tempo todo,,, ser criança com mais frequencia,,, fizeste-me refletir...

Abraços e belas invenções!

(l' excessive) disse...

Tudo muito lindo por aqui...palavras, imagens, enfim, é preciso voltar aqui mais vezes!