quinta-feira, 15 de junho de 2006



diz
como te esquecer
se o tempo que deveria passar
estacionou nos meus olhos
pedintes dos teus

diz
como fingir que nada houve
se as memórias que deveriam sumir
gritam na minha pele
viciada de você

diz
como fugir daqui
se todos os caminhos levam a ti
e o amanhã nada é
quando não estás comigo

[tenho fábulas pra contar
tenho soldados de chumbo pra te proteger
tenho brincadeiras de roda pra te sorrir
tenho preces pra te orar
uma alvorada de girassóis pra te amanhecer]

4 comentários:

m.t. disse...

Vem, pega na minha mão,
A rodar, canta uma cantiga
De sonho
Eu não quero ter que acordar
Protege-me com teu exército de chumbo
dos meus pesadelos
Eu não quero ter que acordar
Afaga a mim quando o dia amanhecer
Protege meus olhos da luz
Eu não quero ter que acordar

Mas, perdão,
Sou eu ainda a amanhecer teus girassóis?
Então a cada manhã
Desperta-me com um beijo
Para eu trazer um sol a ti
E ver-te sorrir
Para eu poder novamente sonhar

Nanna disse...

Lindíssimo...

Beijos!
:)

Graça disse...

Bem, vejo que este blogue é um espantalho ao contrário - ou que só espanta, mas não afugenta...

Fugu F. disse...

Belos poemas tristes ... e magníficas pinturas. São tuas? Senti falta do crédito da autoria, e também da técnica empregada ...