
- só agora, quando finda a primavera, descubro a imensidão dos teus olhos.
- choverá em breve, e nossos barquinhos de papel dirão o rumo a ser desfeito.nada mais resta, estamos partindo um do outro.
- tive medo, não consegui sonhar. pude ver a felicidade esparramada em cada gesto teu. era verdadeira e não pedia nada em troca. tolo que sou, não cri.
- escuta: não seremos trilha ou precipício. andanças ou vôo. apenas um lugar bom que ficou para trás.
- voltaremos?
- não.
- isso é um adeus?
- é poder respirar em paz.